Cegos Pugilistas (2017)

by Cidade Estéril

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about

Agradecimentos

Este trabalho é dedicado aos amigos e familiares que estiveram conosco antes e durante de todo o processo de gravação. Ao pessoal que ajudou na primeira e falha tentativa de arrecadar grana pra gravação, comprando os livros e compartilhando nas redes sociais. À Geração TrisTherezina pela união e companheirismo de sempre. Ao grande Nilo Roque, pela paciência e por ter acreditado no nosso trabalho. E a todos os amigos que, seja com palavras, seja emprestando guitarra, seja cedendo sua casa nos ajudaram a manter o sonho de Pé. Conseguimos.

credits

released April 11, 2017

Cidade Estéril - Cegos Pugilistas (Full p 2017)

Lançado pelo selo/coletivo Geração TrisTherezina a 11 de Abril de 2017

Todas as canções de autoria de João Pedro Alves, exceto Mais Um Prato, parceria de João Pedro Alves com Paulo Cobardolas.

Todo o instrumental gravado por Pablo Vinícius
Voz: João Pedro Alves
Arranjos: Pablo Vinícius
Teclado em Ilhas Temporárias por Valciãn Calixto
Produção: Nilo Roque e Pablo Vinícius
Período de gravação: Outubro 2016 a janeiro 2017
Capa: Fotografia de Sandra Heun com Arte de Fellipe Portela

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Geração TrisTherezina PI, Brazil

Selo/Coletivo de Artistas Visuais, Escritores e Músicos do Piauí.

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Track Name: Ilhas Temporárias
Ela morreu nos meus braços
Nas escadarias do Liceu.
Os homens da lei nos culparam
Por estarmos ali a sonhar.

Corri na Maranhão sem direção alguma,
Sem minha alma que negou-se a me ajudar

Eu sei que a minha Teresina é pequena demais
E que de alguma forma alguém vai me encontrar.
Seu sangue ainda está aqui na minha roupa
E o seu cheiro acabou de matar.

Eu só queria levá-la em nuvens de outrora
Nas ilhas temporárias e adormecer.
Acordar embaixo d'água sem nos preocuparmos
Com a falta de ar ou se vai anoitecer.

Eu sei que a minha Teresina é pequena demais
E que de alguma forma alguém vai me encontrar.
Seu sangue ainda está aqui na minha roupa
E o seu cheiro acabou de matar.

Eu sei que a minha Teresina já não é tão minha
E se não for, não vai ser de mais ninguém.
Track Name: Seu Zé
Ei, você que é daqui
Me ensina a ser assim.
Eu não sou daqui
Eu não sei mentir
Cantar, cantarolar
Correr e se espantar
Voltar e desistir,
Mas nunca desistir.

Roubar o que já matou/ O que já te criou
Ele já te amou/ Já te mereceu
Respeita o Seu Zé/ Eu sei que ele quer correr e te abraçar
Voltar a te chamar/ calçar o teu boné
Eu ouvi dizer/ queria ver você antes de morrer

E o que se vê na calçada é um homem de calça rasgada
Ao chorar, é de temer, desculpa Zé... Não foi por merecer.

Em frente a gravata/ Eu peço perdão
Mas quem me enganou / foi quem me deu a mão
Perdão, meu pai! Eu não estava aqui
Agora que cheguei e te vi assim.
Track Name: Mais Um Prato
Mais um prato, mais um lugar na mesa.
Atento as boas novas, atento as incertezas.
Mais um vício, mais um dia perdido.
Ninguém passa na rua aos olhos do bandido.
Mais um pouco, eu entro em decadência.
Transformo ferro em vida, no auge da demência.
Mais um louco dizendo à parede
“me dê mais um abraço, ainda sinto sede”

Não tenho tempo pra loucura
Não tenho tempo pra fingir que não me importo em existir
Que não me importo em existir...

Toda cor é linda quando ela é colorida
Mesmo apagada, eu te apago sem temer.
O preço mais alto, mas tu sabes, vale a pena.
É que sinto pena acordar sem perceber.
Verso que me guia: acefalia ou atrofia
Acordo no relento percebendo que ao dormir
Já desperdicei algumas horas até aqui
Já desperdicei tudo que eu consegui
Vou andando cego; cego ando a caminhar...
Caio, me levanto, mas não paro de pensar
Que esse belo dia vai fazendo me esquecer
Que amanhã é outro e outro tenho que viver...

Não tenho tempo pra loucura
Não tenho tempo pra fingir que não me importo em existir
Que não me importo em existir...
Track Name: Retrato Falado
O retrato falado que circula
Pelas mãos amarelas desse meio
Bate a porta.
A cabeça dura de achar em tudo um defeito.
Os neurônios ainda estão intactos
A retina que cobre a metade.
Todo mundo. Quem é todo mundo?
Eu sou mais uma praga da cidade.

Eu não vou pedir perdão
To cansado de saber
Do amor à solidão: é mais fácil enlouquecer.

Todo grande dinheiro tem seu troco
Toda cara fechada tem seu rosto
Toda morte chorada tem seu gosto
Todo rei abatido tem seu trono
Toda alma perdida tem seu dono
Toda noite em claro sinto sono.
Eu sinto sono, eu não vou mais dormir...

O guia intensamente pela escuridão
Dando assim capaz para eternizar
O azar pior que ele tem em mãos
Mãos que são capazes de nos controlar
Prova do suor que já é amargo
Magro e descalço numa encruzilhada
Deixo sua alma adormecer no corpo
O corpo acorda e não sente nada.

Como vai? Eu vou bem. Eu só quero descansar.
Não engana mais ninguém com esse jeito de falar.

Todo grande dinheiro tem seu troco
Toda cara fechada tem seu rosto
Toda morte chorada tem seu gosto
Todo rei abatido tem seu trono
Toda alma perdida tem seu dono
Toda noite em claro sinto sono.
Eu sinto sono, eu não vou mais dormir...
Track Name: Castelo
Ele quer sair de novo/ Se jogar em outra festa
Ele quer sentir o povo, aproveitar o que lhe resta.
Ele quer sentir o novo, sem se despedir do velho.
Ele quer sorrir a toa, a voltar pro seu Castelo.

Vai... e volta quando bem entender
O dono dessa festa é você
Não há motivos pra desanimar
Todo dia é dia de nascer

Ele quer sair de novo/ se jogar na mesma festa
Mas ele não tem o pouco, dessa vida que lhe resta.
Ele quer sair na rua e contemplar a imensidão
Ele quer dormir no claro e caminhar na escuridão.

Vai... e volta quando bem entender
O dono dessa festa é você
Não há motivos pra desanimar
Todo dia é dia de nascer